Friday, 1 May 2009
First post
I'm hope mist, and as Lucifera asked me, at times to times, I shall be posting some movie's reviews that I think are worthwhile.
For my first post, I'd like to talk about a somewhat different theme: books to cinema movies. I saw the other day the new movie "Marley & Me". I read the book a few years ago and I reaaly enjoyed it so I must say that I had some high expectations about the movie. It surprised me in an estonishing way. I didn't really expected the adaptation to cinema would be so good and true to the real story. It didn't disappoint me at all..
The movie per se is not much of a big deal but for those who know the story won't be too disappointed. The actors (Owen Wilson and Jennifer Aniston) play their parts ok without too much of a surprise, we're used to see those mediocre preformances from these two.
I wouldn't rate it too high, but I'd give it 10/10 for the adaptation of the plot. John Grogan (the book's author) must be overwhelmed with joy with the movie. Globally it's a 6,5/10.
For those of you who are interested in wathcing the movie I have to say, read the book first! It's a lot better.
So, until I post again here, kusjes en knuffels!!
hope mist
Tuesday, 11 March 2008
"The Edukators"

Título: "Fetten Jhare sind vorbei, Die" ou "The Edukators" Realizador: Hans Weingartner
Género: Crime/Drama/Romance
Ano: 2004
Interpretes: Daniel Bruhl, Julia Jentsch,
Stipe Erceg, Burghart Klaussner
IMDB
Site Oficial
Uma noite, enquanto Peter está de viagem, Jan e Jule (Julia Jentsch), a namorada de Peter, invadem o casarão de Hardenberg (Burghart Klaussner). A partir daqui as vidas dos três jovens e do empresário mudam radicalmente.
As aparições mais conhecidas de Daniel Bruhl foram talvez em "Good Bye Lenin!", "The Bourne Ultimatum" e "2 Days in Paris". Este actor espanhol tem uma carreira de cerca de 40 filmes e em "The Edukators" mostrou bem o que vale.
Julia Jentsch é a actriz alemã que interpreta a única personagem feminina neste elenco de apenas 4 personagens. De cara deslavada e apesar de ter apenas 18 títulos, Julia promete.
Da Croácia, Stipe Erceg assume o papel da personagem talvez mais perturbadora, também devido aos acontecimentos durante o enredo. Com 23 títulos associados ao seu nome, Stipe também não se deixa desacoplar da sua personagem.Burghart Klaussner é também alemão e conta já com 60 participações no mundo do cinema. Interpretando o papel, infelizmente, mais comum na nossa sociedade, é o actor mais velho e com mais experiência dos 4. No entanto, toda a sua contraproducente performance deixa-se acompanhar muito bem pelos 3 jovens de origens distintas.
"The Edukators" remete-nos para a filosofia, a política, a revolta, o romance e diferentes gerações de rebeldia.
A mensagem que trespassa em praticamente todos os diálogos é deveras fenomenal. Com um guião que me faz lembrar "Mindwalk" e o desejo de mudar o mundo que voltei a ver nos também jovens de "Lust, Caution", este é um filme para sentar e apreciar. Quem tiver este privilégio bem pode esperar em frente ao ecrã com um bloco e um lápis, pois vais sentir necessidade de memorizar muito do que vai ouvir/ler (se bem que não tanto como em "Mindwalk").
Numa altura em que os jovens desempenham um papel importantíssimo na sociedade, cada vez se vê mais este espírito extinguir-se nas comunidades ditas "rebeldes". Hoje em dia esse conceito alterou-se por completo, tendo-se misturado com as "gerações de shoppings e morangos". "The Edukators" tenta invocar o espírito protestante em cada jovem (e não só), para que possa manifestar algum interesse pelas questões sociais.Jan e Peter são os dois jovens que tentam educar a sociedade em que vivem, deixando mensagens como: "Your days of plenty are numered" ou "You have too much money". Jule junta-se a ambos, pois vê-se na incapacidade de resolver os seus problemas financeiros.

Como senão bastasse, o filme foi todo filmado com câmera digital, para tornar o prisma mais realístico. Dando uma perspectiva diferente dos protestos políticos de 1960, é de salientar que o comportamento dos três jovens poderia ser o de qualquer um de nós, mas limitemo-nos a seguir a suas linhas de pensamento e não de acção.
Um filme revigorante, capaz de despertar uma certa raiva em nós mesmos.
Afinal quem educa quem?
8/10
Friday, 22 February 2008
"Lust, Caution"
Título: "Lust, Caution" ou "Se, Jie"Realizador: Ang Lee
Género: Drama/Thriller/Romance/War
Ano: 2007
Interpretes: Tony Leung Chiu Wai,
Wei Tang, Joan Chen, Lee-Hom Wang
IMDB
Site Oficial
Todos se sacrificam pela pátria, pois em plena 2ª Guerra Mundial, os Japoneses ocuparam Shanghai e Mrs. Mak terá de utilizar todo o seu charme para seduzir o colaborador japonês, o traidor da pátria que os estudantes tanto perseguem.
"Lust, Caution" é um filme sobre Guerra, patriotismo, persistência, sedução e conspiração. Que conjunto de palavras poderia resultar melhor? Desde o início até ao fim, o filme não perde interesse, não se torna maçador e é perfeitamente acessível. Não requer grande capacidades intelectuais, nem grandes aforismos, basta que se recostem confortavelmente no sofá da sala de cinema e apreciem o que é bom cinema.
Confesso que não estive muito atenta à música do filme, não por ser oriental, mas porque toda o enredo da história tomaram toda a minha atenção. O enredo, a fotografia, os actores, os cenários, todos os pormenores que fazem de "Lust, Caution" um filme de renome de Mr. Ang Lee. Deveras surpreendente!Ang Lee realizou filmes, vencedores de alguns prémios, como "Brokeback Mountain" e "Crounching Tiger, Hidden Dragon" (ou "Wo Hu Cang Long"). Quanto ao primeiro, não tenho nada a comentar. É um filme completamente diferente, trata uma polémica diferente e, apesar de para muitos ter-se limitado a imortalizar a dupla "cowboys gays", para mim está ali um bom filme, mas longe dos melhores. Nunca tive a oportunidade de ver "Crounching Tiger, Hidden Dragon", mas fiquei bastante curiosa. O trabalho do senhor ganhou apenas mais uma fã e, por isso, pretendo conhecer todo o seu reportório cinematográfico.
Mr. e Mrs. Yee (Tony Leung Chiu Wai e Joan Chen) são já caras conhecidas do cinema oriental (e não só). Tony Leung participou no também grandioso "2046" (entre dezenas e dezenas de outros) e Joan já cedeu o seu talento a cerca de 50 filmes.
A verdadeira descoberta em "Lust, Caution" foi, sem
dúvida, Wei Tang. Quem dera a tão boas almas ter um primeiro filme como este. Esta jovem actriz de 27 anos conseguiu representar maravilhosamente bem a sua personagem. Aquela passagem de uma tímida e inocente caloira universitária a uma sedutora e destemida esposa de um homem de negócios é absolutamente estonteante, tendo-me mesmo feito lembrar Ellen Page em "Hard Candy" (a mítica personagem!!!). Wei Tang conta já uma carreia promissora e a seguir.Mesmo tendo a noção que os orientais não são muito expressivos (ou então sou eu que não consigo entender que tipo de expressões faciais utilizam, que é o mais provável), os actores de "Lust, Caution", principalmente os três por mim comentados, transmitiram tudo o que era suposto terem transmitido e talvez até mais.
Em suma, considero "Lust, Caution", ou "Sedução, Conspiração" em português, um filme sereno, aprazivelmente sedutor, pondo de lado qualquer sentimento pudico, patriota e seguro de si mesmo. Aconselho!
Thursday, 14 February 2008
3:10 To Yuma

Título: "3:10 To Yuma"
Realizador: James Mangold
Género: Crime/Drama/Western
Ano: 2007
Interpretes: Christian Bale, Russel Crowe,
Logan Lerman, Dallas Roberts, Ben Foster
IMDB
Site Oficial
Trailer
“3:10 To Yuma”, conhecido em português como “O Combóio das 3 e 10”, é o western mais recentemente lançado para as salas de cinema.
Dan Evans (Christian Bale), homem humilde e honesto, perdeu a perna quando servia na Guerra Civil, ficando assim limitado por uma pensão que mal chega para sustentar a família. Ao lado da mulher e dos dois filhos, Dan tenta sobreviver a cada dia e aumentar a confiança (ou falta dela) que a família deposita em si.
Ben Wade (Russell Crowe) interpreta o papel de um líder de um gang de bandidos e tem o azar de ser capturado durante um assalto. Dan Evans vê aqui a sua sorte e alista-se como um dos voluntários para transportar o prisioneiro até Contention, onde terá de apanhar o comboio das 3h10 para Yuma. Uma longa viagem de 3 dias o espera, pois, como se não bastassem os companheiros de Ben fazerem de tudo para resgatá-lo, Ben Wade é também um homem astuto e sem escrúpulos, pelo menos é o que parece.
História simples, western típico, certo? Mas não, surpreendeu-me. Confesso que nem pelo enredo, nem pela fotografia ou pelo tipo de filme, mas os actores são realmente bons. Do Christian Bale nunca duvidei, já não tivesse visto o seu resplandecente desempenho em “American Psycho”, “The Prestige”, “The Machinist”, “Equilibrium”, “Batman Begins” e, mais recentemente, “Harsh Times”. É dos actores que mais corpo deu ao cinema (literalmente) e que realmente se empenha nas personagens que interpreta.
Russel Crowe dispensa apresentações “Gladiator”, “American Gangster”, “Master And Commander: The Far Side Of The World”, “Cinderella Man” e pelo seu mais-que-tudo “A Beautiful Mind”. Já provou o que vale mais do que uma vez, o que só me faz exigir muito. Enquanto confio em Bale até de olhos fechado, com Crowe estou sempre na expectativa.
Os papéis que ambos representam em “3:10 To Yuma” não ficarão na história, com certeza, pois as personagens não deixam ir mais longe, mas que representaram bem, isso não posso negar.
Já Ben Foster (“X-Men: The Last Stand”, "Six Feet Under", “Phone Booth”), Dallas Roberts (“Walk The Line”, “The L-Word”) e Logan Lerman (“The Butterfly Effect”, “The Number 23”) surpreenderam-me. Apesar dos papéis secundários, conseguiram desconectar-se das imagens associadas às personagens anteriores com um certo empenho e dedicação.
Quem recentemente assistiu a “Walk The Line” (produtor e realizador) pode apreciar o trabalho de James Mangold, que tão bem adaptou este western americano (novamente, pois já em 1957 tinha sido adaptado) original de Elmore Leonard. Não elogiaria tanto como têm feito as críticas, mas não posso deixar de vangloriar os excelentes actores e de afirmar, com uma certa relutância pelo tipo de filme (no entanto clássico), que é um bom filme, que se merece bem os 5 € do preço do bilhete.
6/10
Sunday, 10 February 2008
Critica: Atonement
Elenco: James McAvoy; Keira Knightley; Saoirse Ronana; Romola Garai; Vanessa Redgrave
Género: Drama, Guerra, Romance
Ano: 2007
Duração: 130 min.
Classificação Etária: 15
IMDb: http://uk.imdb.com/title/tt0783233/ - 8.0
Rotten Tomatoes: 82% (7.3)
Joe Wright é visto como o novo prodigio do cinema ingles. E desta vez este titulo, tantas vezes oferecido injustamente, é merecido. Depois de adaptar com mestria "Pride and Prejudice" (Orgulho e Perconceito) de Jane Austin, Wright opta por adaptar outro livro, desta feita de Ian McEwan, chamado "Atonement" (cujo o titulo Portugues "Expiação" não tem nada a ver com a historia) e, surpreendentemente faz um trabalho ainda melhor, muito melhor, consagrando-se assim como o cineasta ingles mais promissor da actualidade.Atonement é uma história simples mas contada com tamanha beleza que se torna algo de especial. Robbie Turner (McAvoy) é um jovem feliz e apaixonado por Cecilia Tallis que, no mesmo dia em que finalmente ganha coragem para confessar o seu amor e em que descobre que é reciproco, é acusado injustamente pela irmã de Cecilia, Briony Tallis (Ronan/Garai/Redgrave), de violar uma criança de quem a familia Tallis cuida. Robbie é preso e eventualmente mandado para a Segunda Grande Guerra. Mas a esperança de uma vida com Cecilia permanece durante todo o filme.
O elenco secundário, à excepção de Ronan (nomeada para melhor actriz secundária), dá intrepretações pouco memoráveis. Já aos dois personagens principais é dada vida de forma exemplar por Knightley e McAvoy. Keira Knightley mostra mais uma vez que os muitos que a criticam por ser uma actriz de "uma só cara" estão errados e, pela segunda vez dirigida por Wright (a primeira em Pride and Prejudice que lhe valeu uma nomeção de melhor actriz), oferece a melhor intrepretação da sua carreira. James Mc Avoy é também brilhante e, teria sido merecida, uma nomeação para melhor actor. Robbie é um homem prefeito, não como os da vida real, mas devido à intrepretação de McAvoy, Robbie torna-se credivel e uma inspiração para todos os que veem o filme.
Tecnicamente o filme também atinge notas altas, exemplos disso sao a simples mas brilhante partitura de Dario Marianelli e a cinematografia de Seamus McGarvey que em comunhão tornam os horrores da guerra em cenas ironicamente belas.Atonement não é o melhor filme de 2007. Não está ao nivel de "Sweeney Todd", "Into the Wild", "There Will Be Blood" ou de "The Assassination of Jesse James" mas, devido a uma grande direcção e um inesperado final (comparável mesmo ás melhores obras de Shyamalan), torna-se no melhor filme britânico de 2007, muito merecedor da sua nomeação para Oscar de melhor filme. Esperemos que Joe Wright se mantenha a este nível e que passe de promissor a mestre, por equanto, está num bom caminho.
Trailer:
Critica: Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street
Realizador: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp; Helena Bonham Carter; Alan Rickman; Timothy Spall; Sacha Baron Cohen; Jamie Campbell Bower
Género: Musical
Ano: 2007
Duração: 116 min.
Classificação Etária: 18
RottenTomatoes: 87% (7.8)
Tim Burton é o meu realizador preferido e enquanto alguns diriam que por isso talvez não seja a melhor pessoa para criticar um filme dele eu digo que este facto é irrelevante porque vou sempre com espectativas muito altas e espero sempre que seja o melhor filme do ano e por isso é sempre um trabalho arduo para um filme dele me satisfazer completamente. Este não é o melhor filme de 2007 (o titulo vai para assassinio de Jesse James) mas não ha duvida que satisfez completamente o fã de Tim Burton que há em mim.O filme conta a conhecida historia de Sweeney Todd (Johnny Depp) que foi preso injustamente e a quem a mulher foi roubada. Quando retorna à velha Londres procura vingança e encontra ajuda em Mrs. Lovett (Bonham Carter). O par alia-se para produzir carne para as tartes de Mrs. Lovett... É certamente um conceito macabro para um filme, ainda para mais um musical mas a mistura de generos resulta perfeitamente.
Tim Burton é a escolha obvia para adaptar um filme como este e acredito que não haja ninguem que o consiga fazer como ele. As cores cinza e goticas de Londres contrastam com o sangue espalhado por Sweeney de forma genial. Este contraste torna-se ainda mais evidente num sonho colorido de Mrs. Lovett. É magia ver este senhor a trabalhar e, a par com Sleepy Hollow, Edward Scissorhands e Nightmare Before Christmas (ainda que não realizado por ele) são os filmes que melhor captam o universo que imaginamos quando pensamos em Tim Burton. É uma pena que mais uma vez a academia nao lhe tenha dado o reconhecimento merecido.
O elenco é impressionante. Não há uma má performance. Ouvi muita critica aos dotes de cantora de Helena Bonham Carter e atento a esse facto depois de ver o filme posso dizer com toda a certeza que ninguem tem nada para se preocupar. A voz dela, mesmo nao sendo a melhor de sempre, enquadra-se perfeitamente no filme e dificilmente puderia ser melhorada. Sasha Baron Cohen, Alan Rickman, Timothy Spall e Jamie Bower também estão todos muito bem e tirando alguns tiques mais irritantes da personagem de Baron Cohen (inerentes ao seu papel) não há nada a reclamar. Depois temos Johnny Depp continua em alta e acredito agora que não há nenhum papel que ele não consiga fazer. A sua voz vem de um lugar macabro, não humano que se adapta perfeitamente ao papel de Sweeney. Depois de nos oferecer a ultima (talvez) apariçao de Cpt. Jack Sparrow brinda-nos com a que é a segunda personagem mais memorável deste ano, atrás do Keith-Richards-Pepe-LePeu-Pirata preferido de todos. Depp já ganhou o globo de ouro para melhor actor em comédia/músical e a sua nomeação para o Oscar é sempre bem vinda, sebem que desnecessária porque o premio já está mais que atribuido a Daniel Day-Lewis (para There Will Be Blood).

Alguns fãs de Tim Burton ficaram com um pé atras quando descobriram que Danny Elfman, que normalmente é o par perfeito para Burton, não iria compor a música de Sweeney Todd. A escolha de Stephen Sondheim é no entanto obvia. Ele é que realizou o musical, conheçe a obra melhor que ninguem, e muito do que Sweeney Todd é deve-se a ele. É com agrado que, e sem querendo desrespeitar o trabalho de Elfman, digo que as suas composiçoes são as segundas melhores de sempre num filme de Burton. Obviamente que a melhor ainda é a de Edward Scissorhands, sendo que Ice Dance é das melhor musicas de sempre do cinema.
É dificil para mim decidir qual o meu filme preferido de Tim Burton mas Swenney Todd está certamente nos lugares cimeiros. Diria até que no topo empatado com Edward Scissorhands. Tal como Scissorhands, Sweeney Todd, tem uma das imagens finais (sebem que por razões opostas) das mais bonitas que eu ja vi em filme. Se os fãs de terror vão gostar do estilo musical, ou se os fãs de musicais vão gostar dos litros de sangue usados é uma pergunta dificil de responder, mas o que é certo é que para qualquer fã de cinema esta é uma obra prima a nao perder.
Critica: The Assassination of Jesse James By The Coward Robert Ford
Realizador: Andrew Dominick
Elenco: Brad Pitt; Casey Affleck; Sam Rockwell
Genero: Western; Drama
Ano: 2007
Duração: 160 min.
Classificação étaria: 15
IMDb: http://uk.imdb.com/title/tt0443680/ - 7.9
Rotten Tomatoes: 75% (7.1)
O bom, o mau e o estupidamente bonito. É assim que a revista Empire se refere ao que foi para mim o melhor filme de 2007. E é facil entender porquê. Mas começemos pelo principio:O filme retrata, obviamente, o assassínio de Jesse James (Brad Pitt) pelo cobarde Robert Ford (Casey Affleck). A história é conhecida para qualquer fã do velho oeste que se preze e as pessoas que irão ver este filme (infelizmente muito poucas) já sabem o que vai acontecer no final. Mas neste filme não é a conclusão que interessa. O que interessa é a viagem que se faz e mais importante que se sente quando vê este filme.
Andrew Dominick que apenas realizou outro filme (Chopper), que ainda não tive a oportunidade de ver, adapta com mestria um livro de Ron Hansen e dirige um grupo de actores no seu melhor.
Destaca-se Brad Pitt que com a sua experiência e elegância nos oferece aquele que é o melhor retracto de Jesse James até à data. Durante todo o filme ele é o vilão, matando inocentes e animais, batendo em crianças e maltratando a maioria das pessoas que se mete em seu caminho mas, quando o matam, passa de vilão a heroi e quem esta a ver o filme nem se apercebe porque é. Será porque durante todo o tempo sabemos que ele é apenas um ser perturbado, uma pessoa doente? Não se sabe mas o que é certo é que ele deixou a sua marca na história e não como um vilão mas como um heroi e o filme capta esta transformação perfeitamente. Sam Rockwell no papel de Charley Ford um dos irmãos Ford que se alia ao gangue de Jesse James tambem nos oferece uma interpretação simples mas muito boa. Todo o grupo de actores é bom e só é pena que alguns não tenham sido muito usados como o caso de Mary Louise Parker a estrela da serie Weeds que só tem umas duas linhas durante o filme todo.
Separado deste grupo e numa classe muito superior encontra-se Casey Affleck, a verdadeira estrela do filme. Sempre o achei bom actor, acho que nunca vi uma má performance dada por ele mas até "assassinio" ainda não tinha demonstrado do que é capaz. O seu papel é tao detalhado e impressionante que só o facto dele estar no filme faz uma viagem ao cinema indespensável. Perfeito seria a unica palavra capaz de descrever o seu papel. Seria uma tremenda injustiça se alguem lhe roubar o Oscar de melhor actor secundário (que deveria se de actor principal visto isto ser um filme tanto sobre Bob Ford como Jesse James).Em certas categorias tecnicas o filme tambem é impressionante. A fotografia e a cinematografia são das coisas mais bonitas alguma vez filmadas. Se alguem parar o filme, a qualquer momento que seja, a imagem que fica é digna de um quadro de museu. Seja "close-ups" do rosto de Jesse James à lá Western Spaguetti. Ou cenas filmadas de longe onde as personagens são apenas um ponto na esplendorosa paisagem. Qualquer momento do filme é perfeito. E cenas como o comboio a chegar e a silhueta de Brad Pitt na linha vão ser difíceis de esquecer depois de sairmos do cinema. A música por Nick Cave é outro dos pontos altos do filme e retrata com perfeição o que as personagens estão a sentir.
Uma palavra de aviso. Se vão à espera de um Western de acção como os de Clint Eastwood ou como o "3.10 to Yuma" esqueçam. Este é um longo, mas nunca entediante, Western drama. Já tive o privilégio de ver a grande maioria daqueles que são considerados os melhores Westerns de sempre e este para mim é sem duvida o melhor. O meu Western preferido, o melhor filme de 2007 e a coisa mais bonita alguma vez projectada!